Priscila Neri A.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Como eu me sinto
Priscila Neri A.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
O suicídio
Eu sentia o vento no meu rosto
Meus pés quase tocavam o ar
Em poucos instantes
Minha face no chão iria tocar
A desilusão
O meu coração
Meu peito vazio
Sem alma, sem órgãos, sem chão.
Joguei-me do alto
Voei como um pássaro
Planei sobre os arranha céus
Cai no que posso chamar de inferno
Escutei a harpa tocar
‘Ele se jogou, ele se jogou!’
Pessoas a gritar
Como se não soubessem que não fui eu
Não me joguei
As dívidas me jogaram
O homem que matou minha filha com bala perdida
Minha mulher prostituída
Meu filho drogado
Mude o nome desta poesia para ‘O assassinato’
Sentimentos Opostos
Brinco com o que não é brinquedo
Tenho medo do que não dá medo
Sinto dor onde ninguém sente
Choro quando estou contente
Toco onde não posso sentir
Ando onde não tem chão
Escrevo sem lápis
Nas páginas do meu coração
mesmo estando inteira aos seus olhos
O vazio que me domina
toma conta das minhas veias,
que pulsam para o meu coração
como o fogo que nunca me incendeia.
Sinto a roupa que não visto
Tomo banho sem água
Moro, mas não vivo no paraíso.
Um pedaço de mim!
sempre distante do que quer por perto.
Meus olhos são como angústia,
quando vejo pessoas passando fome.
Minha orelha é como lixo,
quando ouço as promessas de um bando de políticos.
Minhas pernas são como avião,
sempre traçando um novo caminho.
Minha vida é como o universo,
nunca sei onde irei encontrar o fim.
Uma lágrima!
Pesa como mágoa,
Dói como ferida.
Às vezes é de felicidade,
Outras vezes de incapacidade.
Salgada como mar
Cheia de emoção
Demonstra tudo,
O que ocorre no meu coração
Irmã abandonada dos olhos
Talvez seja ela aquela dor no peito,
Aperto!
Que eu sempre sinto quando me lembro que perdi
VOCÊ!