sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Como eu me sinto

Se um dia eu sumir, por favor, não me procure. Se eu parar de respirar, não me reanime. Se eu levar um tiro, não me socorra. Se eu chorar, não me console. Se eu sorrir, não retribua. Se tiver algum sentimento por mim, deixe-me ir. Deixe-me desprezar a todos aqueles que um dia me fizeram sofrer, todos que me rejeitaram, que não acreditaram em mim. Deixe-me ao menos uma vez sentir-me alguém diferente e livre de todos os problemas que um dia me fizeram chegar a este ponto. Mas, se quiser enfrentar tudo isso junto comigo, apenas me ame! ♥

Priscila Neri A.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O suicídio


Eu sentia o vento no meu rosto
Meus pés quase tocavam o ar
Em poucos instantes
Minha face no chão iria tocar


A desilusão
O meu coração
Meu peito vazio
Sem alma, sem órgãos, sem chão.


Joguei-me do alto
Voei como um pássaro
Planei sobre os arranha céus
Cai no que posso chamar de inferno


Escutei a harpa tocar
‘Ele se jogou, ele se jogou!’
Pessoas a gritar
Como se não soubessem que não fui eu


Não me joguei
As dívidas me jogaram
O homem que matou minha filha com bala perdida
Minha mulher prostituída
Meu filho drogado
Mude o nome desta poesia para ‘O assassinato’

Sentimentos Opostos


Brinco com o que não é brinquedo
Tenho medo do que não dá medo
Sinto dor onde ninguém sente
Choro quando estou contente


Toco onde não posso sentir
Ando onde não tem chão
Escrevo sem lápis
Nas páginas do meu coração

Sinto-me cortada ao meio
mesmo estando inteira aos seus olhos

O vazio que me domina
toma conta das minhas veias,
que pulsam para o meu coração
como o fogo que nunca me incendeia.

Lembro do que não guardei
Sinto a roupa que não visto
Tomo banho sem água
Moro, mas não vivo no paraíso.
Priscila Neri de Araujo

Um pedaço de mim!

Minha boca é como saudade,
sempre distante do que quer por perto.

­Meus olhos são como angústia,
quando vejo pessoas passando fome.

­Minha orelha é como lixo,
quando ouço as promessas de um bando de políticos.­

­Minhas pernas são como avião,
sempre traçando um novo caminho.­ ­

­Minha vida é como o universo,
nunca sei onde irei encontrar o fim.

Uma lágrima!

Pesa como mágoa,
Dói como ferida.
Às vezes é de felicidade,
Outras vezes de incapacidade.­

Salgada como mar
Cheia de emoção
Demonstra tudo,
O que ocorre no meu coração

Irmã abandonada dos olhos
Talvez seja ela aquela dor no peito,
Aperto!
Que eu sempre sinto quando me lembro que perdi
VOCÊ!

Priscila Neri de Araujo