quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O suicídio


Eu sentia o vento no meu rosto
Meus pés quase tocavam o ar
Em poucos instantes
Minha face no chão iria tocar


A desilusão
O meu coração
Meu peito vazio
Sem alma, sem órgãos, sem chão.


Joguei-me do alto
Voei como um pássaro
Planei sobre os arranha céus
Cai no que posso chamar de inferno


Escutei a harpa tocar
‘Ele se jogou, ele se jogou!’
Pessoas a gritar
Como se não soubessem que não fui eu


Não me joguei
As dívidas me jogaram
O homem que matou minha filha com bala perdida
Minha mulher prostituída
Meu filho drogado
Mude o nome desta poesia para ‘O assassinato’

Nenhum comentário:

Postar um comentário