Brinco com o que não é brinquedo
Tenho medo do que não dá medo
Sinto dor onde ninguém sente
Choro quando estou contente
Toco onde não posso sentir
Ando onde não tem chão
Escrevo sem lápis
Nas páginas do meu coração
Sinto-me cortada ao meio
mesmo estando inteira aos seus olhos
O vazio que me domina
toma conta das minhas veias,
que pulsam para o meu coração
como o fogo que nunca me incendeia.
mesmo estando inteira aos seus olhos
O vazio que me domina
toma conta das minhas veias,
que pulsam para o meu coração
como o fogo que nunca me incendeia.
Lembro do que não guardei
Sinto a roupa que não visto
Tomo banho sem água
Moro, mas não vivo no paraíso.
Sinto a roupa que não visto
Tomo banho sem água
Moro, mas não vivo no paraíso.
Priscila Neri de Araujo
Nenhum comentário:
Postar um comentário