quinta-feira, 22 de abril de 2010

Russian Roulette

...o vento cobria meu corpo. Passava por minha pele como seda e ao mesmo tempo me aliviava por telo machucado. Seu peito jorrava sangue e minha pele queria senti-lo. Passei a mão sobre o peito dele e friccionei. Aquela sensação de vingança e angústia me causavam dores inexplicáveis no peito.
Por um instante, gostaria de estar no lugar dele. Queria morrer, pois meu amor já havia morrido. Seu coração não batia mais, não tentava voltar, não queria estar mais lá batendo. Minhas lágrimas conseguiam cobrir seu rosto vazio e pálido. Ele merecia morrer. O homem que eu mais amava no mundo foi capaz de querer tirar minha própria vida.
Eu enfiei a mão em seu bolso e de dentro dele, tirei sua identidade. Robert Parker, meu irmão. Já não bastava só apenas ter matado o homem que eu amava, eu havia matado um inimigo, e o pior de tudo, matei meu próprio irmão. Aquele o qual eu passei anos procurando.
Isso prova o quanto à vida é uma roleta russa. Sempre voltamos a encontrar aqueles que achamos que nunca mais iríamos ver e muitas vezes, nos arrependemos de tê-los conhecido.

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